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Jornal do Tempo | Estações do Ano | Outono

Como será o outono 2018?

Estação de transição será marcada pelo fim do La Niña. Saiba como isso vai influenciar o outono no país:

O outono terá início na terça-feira (20) às 14h15 no horário de Brasília no Hemisfério Sul. Após um verão de La Niña, que consiste no resfriamento anormal do Pacífico e que provocou chuvas volumosas no Centro-Norte e estiagem no sul do Rio Grande do Sul, a estação de transição deve ser marcada pelo fim do fenômeno e o retorno das precipitações para as áreas que vinham sofrendo com a falta de chuva.

De acordo com o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, com o Oceano Pacífico em Neutralidade, quando há atuação nem do El Niño, que é aquecimento anormal do Pacífico e nem do La Niña, a tendência é de que o outono seja mais úmido que o normal na maior parte do país.

“Ainda assim, a média de chuva na faixa central, entre Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo já é naturalmente menor que no verão, então mesmo com as chuvas acima da média, a possibilidade de precipitações frequentes e abrangentes é menor”, afirma Oliveira.

A meteorologista da Somar, Desirée Brandt, explica que o horário da entrada do outono coincide com o momento em que a Terra recebe a mesma quantidade de energia solar tanto no Hemisfério Sul quanto no Hemisfério Norte.

Com o La Niña perdendo intensidade em abril, o outono começa com características típicas da estação na maior parte do Brasil. “Apenas no leste do Nordeste é que o fenômeno conhecido como ondas de leste, sopra a umidade do mar contra a costa e provoca chuvas acima da média, enquanto a ZCIT (Zona de Convergência Intertropical) mantém os acumulados significativos na faixa norte do país”.

Na segunda metade da estação, a chuva começa a ficar mais frequente no Paraná e em parte do Sudeste, com destaque para o Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, parte do Espírito Santo e centro-sul de Minas Gerais.

Já na região Sul, as chuvas continuam abaixo da média entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Apesar dos baixos volumes acumulados, as chuvas devem ser mais frequentes em comparação aos últimos meses e deve aliviar as cidades que vem passando por períodos prolongados de estiagem”, afirma Brandt.

Em relação às temperaturas, sem o La Niña para desviar as massas de ar frio para o Oceano, as ondas de frio conseguem avançar com mais facilidade sobre o Centro-Sul do país. “Isso não é sinônimo de frio persistente, mas significa que quando houver onda de frio, as baixas temperaturas devem ocorrer de forma mais intensa, o que aumenta também a possibilidade para geadas amplas”, explica.