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(SATÉLITE) Nesta sexta-feira (28), áreas de instabilidade em diferentes níveis da atmosfera e a umidade que vem do mar contra a costa seguem deixando o tempo instável no leste do Nordeste. Nas últimas horas, choveu bastante entre Paraíba e Pernambuco. Em Roraima, as chuvas seguem trazendo trovoadas. Na maior parte do Brasil, o que predomina é uma grande massa de ar seco, que favorece maior amplitude térmica e declínio da umidade relativa do ar. Ainda, nesta época do ano o tempo seco na madrugada também favorece a formação de nevoeiros ao amanhecer. (CHUVA) Pelo INMET, das 21h de ontem até 7h de hoje: João Pessoa, PB: 100mm Recife, PE: 39mm Camaratuba, PB: 21mm Natal, RN: 21mm Una, BA: 18mm Palmares, PE: 13mm (VENTO) Pelo INMET, nesta madrugada e manhã: Morro da Igreja, SC: 71km/h Abrolhos, BA: 58km/h Piatã, BA: 57km/h (NEVOEIRO) Pelos aeroportos, nesta manhã: Porto Alegre, RS: nevoeiro (visibilidade reduzida a 300m) Canoas, RS: nevoeiro (visibilidade reduzida a 300m) Joinville, SC: névoa úmida (visibilidade reduzida a 1000m) Pirassununga, SP: névoa úmida (visibilidade reduzida a 2500m) (TEMPERATURAS MÍNIMAS) Pelo INMET, as seguintes cidades registraram hoje a manhã mais fria do ano: Marau, BA: 19,4ºC Teofilo Otoni, MG: 16,4ºC Tres Rios, RJ: 8,7ºC (MÁXIMAS DE ONTEM) Pelo INMET, as seguintes cidades registraram ontem a tarde mais quente do ano: Itacoatiara, AM: 34,3ºC Manacapuru, AM: 34,7ºC Parintins, AM: 34,3ºC Soure, PA: 32,6ºC Tarauacá, AC: 35,8ºC Tefé, AM: 35,0ºC Tucuruí, PA: 36,3ºC (UMIDADE RELATIVA) Pelo INMET, pelo menos 208 cidades registram umidade igual ou abaixo a 30%. Destas: 1 cidade em estado de emergência (abaixo de 12%) 20 cidades em estado de alerta (entre 13% e 20%) 187 cidades em estado de atenção (entre 21 e 30%) Capitais: Cuiabá, MT: 17% Porto Velho, RO: 22% Campo Grande, MS: 23% Palmas, TO: 26% Goiania, GO: 26% Teresina, PI: 27% São Paulo, SP: 29% (COMO FOI JULHO?) Julho foi um mês de extremos no Brasil. As chuvas mais frequentes ficaram concentradas em áreas do litoral (especialmente do Nordeste) e na faixa norte da Região Norte. Com dados contabilizados até 28/7, o município que mais choveu foi Fernando de Noronha com 535mm (mais de quatro vezes a média), mas em muitas cidades do interior do País o valor de chuva acumulada foi nulo. Trata-se de um dos meses de julho mais secos dos últimos anos no Sul e parte do Sudeste. Tudo por causa de um bloqueio atmosférico no Oceano Pacífico que já dura semanas ajudou a organizar ventos a mais de 10km de altura que atravessam a América do Sul, chamados de Corrente de Jato, na altura da Argentina. Isso impediu que frentes frias avançassem sobre o centro-sul do Brasil. Mesmo que um ou dois destes sistemas tenham conseguido enfraquecer o bloqueio ao longo do mês, ficaram mais costeiros, e não conseguiram organizar a umidade da Amazônia pelo Brasil central. O mais importante destes sistemas foi responsável por queda de neve, chuva congelada e posterior formação de geadas amplas em meados de julho no Sul e algumas geadas nos pontos mais altos de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (mas nada com a mesma intensidade do ano passado). No total do mês, as mínimas pela manhã ficaram mais baixas do que o normal no Centro-Oeste, Bahia e Tocantins e mais calor no Rio Grande do Sul e no norte do Nordeste. Já as máximas da tarde ficaram abaixo do normal do Espírito Santo a leste do Mato Grosso, Tocantins, Bahia e Pernambuco. As máximas ficaram acima da média no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará e Amazonas.