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Energia: Situação dos reservatórios continua crítica apesar das chuvas

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11/11/2015 11:18:00

Por: Ana Clara Guerra

O avanço de frentes frias e áreas de instabilidade têm trazido chuvas nas últimas semanas para a região Sudeste, mas elas não têm sido suficientes para elevar o nível das principais bacias hidrográficas da região, como a Rio Grande e Paranaíba.

De acordo com a Somar Meteorologia, a bacia Rio Grande que abastece 25,38% da região já registrou acumulados de 100mm ante a média climatológica para novembro de 178,2mm, mas a situação é ainda pior no Paranaíba, que abastece 38,71%. Esta teve apenas 42,8mm nos primeiros dias deste mês, sendo que a média é de 194mm.

Como as chuvas estão irregulares, os reservatórios devem continuar em situação crítica, em torno dos 27% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, segundo a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). “A distribuição das chuvas está desequilibrada e deve apenas manter a situação atual que não é nada boa. O mês de novembro pode até registrar mais chuvas, mas com acumulados menores do que as médias históricas”, comenta o meteorologista Celso Oliveira.

O consumidor já tem sentido no bolso o reflexo da falta de chuvas, um exemplo disso é o Sistema de Bandeiras Tarifárias, que indica se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de energia e ele deve continuar por conta do desequilíbrio das chuvas no Brasil.

Porém, o impacto é ainda maior para os grandes consumidores na relação de compra e venda. “Se as bacias tiverem mais acumulados do que a média histórica para o mês, o preço da energia baixa, mas se houve menos chuva para gerar energia o preço sobe, sem levar em consideração a situação atual dos reservatórios”, finaliza Oliveira.

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