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Possibilidade de El Niño no segundo semestre de 2017 foi reduzida

Expectativa de configuração do fenômeno caiu de 70% para 50% no último trismestre

12/05/2017 16:37:00

Por: Monique Gentil

O fim do La Niña, fenômeno caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, foi oficializado no início do ano, e desde então a atmosfera se encontra num período de neutralidade climática. Ainda assim, a temperatura do oceano Pacífico Equatorial permanece mais elevada que o normal e por conta desse aquecimento, os centros internacionais de meteorologia passaram a apontar a possibilidade de um El Niño de fraca intensidade, que poderia se consolidar no segundo semestre de 2017, mas no último trimestre, as chances de o fenômeno acontecer diminuíram.

De acordo com os relatórios da NOAA (Agência Americana de Meteorologia e Oceanografia) e do IRI (Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade) da Universidade da Colúmbia, atualizados e publicados nesta quinta-feira (11), o aquecimento das águas do Pacífico aconteceu de forma reduzida em abril em comparação aos meses anteriores. Com isso, a probabilidade do El Niño acontecer caiu de 70% para 50%.

O que isto quer dizer?

De acordo com a Somar Meteorologia, mesmo com esta atualização, as previsões meteorológicas para os próximos meses devem continuar como previsto anteriormente. As chuvas devem ficar mais concentradas no interior da região Sul, sul do Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, enquanto Norte e litoral do Nordeste devem sentir uma redução no volume das precipitações.

“No decorrer do inverno, espera-se chuvas acima da média no Centro-Sul. Mas mesmo se o El Niño se configurar, as águas do leste do Pacífico devem estar um pouco mais frias, o que faz com que os períodos de chuva ocorram com intervalos maiores”, explica o meteorologista da Somar, Celso Oliveira. “Além disso, as ondas de frio também devem se tornar menos frequentes e duradouras comparadas ao ano passado”.

Já na primavera, a tendência é de que as frentes frias avancem do Sul para o Sudeste, porém mais próximas da costa, o que faz com que o sistema não consiga atrair a umidade da Amazônia e mantém o tempo firme por mais tempo no interior do país. “Por conta destas chuvas mais persistentes, os períodos de temperaturas baixas devem se prolongar durante o início da estação no Sul e Sudeste”, finaliza Oliveira.

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