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Furacões: Maria oscila entre categoria 4 e 5 enquanto atravessa o Caribe

Tormenta atingiu Dominica nesta madrugada com ventos de 249km/h

19/09/2017 14:09:00

Por: Monique Gentil

A Ilha de Dominica foi atingida pelo furacão Maria na noite desta segunda para terça-feira (19). O sistema que chegou a registrar ventos de 260km/h, tocou o solo da região com ventos em torno dos 249km/h e considerado categoria 5, maior intensidade na escala Saffir-Simpson.

Ao atravessar Dominica, Maria provocou tempestades com chuvas torrenciais que causaram inundações e destelhamentos. Apesar de os danos ainda não terem sido contabilizados a região não deve mais ser afetada pela chuva nesta terça-feira (19). De acordo com NHC (Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos), o sistema oscila atualmente entre a categoria 4 e 5, com ventos que acima de 240km/h.

Segundo o órgão, o furacão deve se deslocar em trajetória similar ao Irma, que passou pelo Caribe no início de setembro e foi considerado o mais forte dos últimos 80 anos, deixando pelo menos 26 mortos. A previsão é de que Maria chegue a Porto Rico até a quarta-feira (20) como categoria 3 ou 4 e em seguida passe pela Republica Dominicana com a mesma intensidade.

“Apesar da trajetória similar, o Maria não deve afetar Cuba e EUA da mesma forma que o Irma, uma vez que o sistema se desloca mais a leste que o fenômeno anterior, mas pode potencializar os estragos nas ilhas do Caribe, que sofrem com uma estrutura mais fragilizada”, comenta o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.


Maria se formou no último sábado (16) como tempestade tropical e se tornou furacão na madrugada do dia seguinte como categoria 1. O governo americano disparou alerta para os territórios das Ilhas Virgens, Porto Rico, Guadalupe, St. Kitts, Nevis e Montserrat por onde o fenômeno deve passar até o final desta semana.

De acordo com o profissional o aquecimento das águas dos oceanos Atlântico e Pacífico nesta época de verão no hemisfério norte, favorecem a formação destes fenômenos. “Neste ano, uma série de fatores contribuiu para a configuração de furacões intensos, entre eles, o aquecimento do Atlântico que chegou a registrar temperaturas acima dos 30ºC, propicia eventos como não se via há anos, como o Harvey, que causou pelo menos 71 mortes e prejuízos superiores a 83 mil milhões de euros no final de agosto”, explica.

Após a passagem de Harvey e Irma, o furacão José também preocupou os especialistas. O fenômeno que se formou logo em seguida e prometia o mesmo trajeto do furacão Irma, chegou a atingir a categoria 3 na escala Saffir-Simpson, mas se deslocou para o alto-mar sem causar estragos significativos.

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