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Volume de chuva pode passar dos 100mm no Tocantins até o sábado (16)

Precipitações atingem grande parte da região Norte com acumulados significativos até a próxima semana

12/12/2017 14:12:00

Por: Monique Gentil

Áreas de instabilidade favorecem a formação de nuvens carregadas sobre a região Norte nesta terça-feira (12) e previsão é de que a capital do Tocantins, Palmas, receba acumulados acima dos 100mm até o fim de semana, segundo a Somar Meteorologia.

De acordo com o meteorologista da Somar, Celso Oliveira, as precipitações ocorrem em forma de pancadas volumosas, desde o Acre até a metade sul do Tocantins, passando pelos Estados de Rondônia e Amazonas. “No Pará e Amapá, a chuva ocorre em forma de pancadas mais rápidas e isoladas, enquanto em Roraima o tempo seco predomina até a próxima semana”.

Com o excesso de nebulosidade, as temperaturas ficam mais amenas em Palmas, Rio Branco, Porto Velho e Manaus, que devem ter máximas entre 30ºC e 32ºC. “No restante da região, a sensação é de calor e abafamento, com máximas que podem ficar acima dos 35ºC em algumas cidades”, afirma Oliveira.

Apenas na próxima semana, é que os temporais perdem força no Estado tocantinense. Isto porque o avanço de instabilidades pela região Sul, devem atrair a umidade da Amazônia, o que faz com que as precipitações fiquem menos concentradas no Centro-Norte. “A chuva passa a formar um corredor que vai desde Amazonas, até o Rio Grande do Sul, passando por Acre e Rondônia antes de atingir o Centro-Oeste, sendo assim, os maiores volumes da região Norte passam a se concentrar nos arredores de Rio Branco e Porto Velho”, comenta Oliveira.

Queimadas

De acordo com os dados do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais), o Tocantins deve terminar o ano de 2017 com a segunda maior quantidade anual de queimadas desde 1998, quando começaram os registros no Estado. Desde o mês de janeiro, foram avistados 22.526 focos de incêndio, um aumento de 52% em relação a 2016 e que fica atrás apenas de 2010, quando houve mais de 25 mil incêndios.

“As chuvas que atingem o Estado em dezembro devem diminuir o risco de queimadas, mas não deve aliviar o índice deste ano, uma vez que o maior número de ocorrências foi durante o mês de setembro, quando o tempo seco potencializou significativamente os incêndios na região”, explica Oliveira.

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